“Acordo” é só peça publicitária que interessa à propaganda pessoal dos dois governantes. Nem se tocou na expressão “direitos humanos”

Publicada: 13/06/2018 - 7:05


A dinastia de ditadores comunistas: Kim Jon-un discursa. À sua esquerda, imagem do pai: Kim Jong-il; à direita, a do avô: Kim Il-sung. Todos eles são tiranos sanguinários.

A verdade é que o encontro entre Donald Trump e Kim Jong-un é só um monumento à propagada e ao marketing pessoal de ambos. O presidente americano aparece como aquele do feito inédito: teria conseguido empreender negociações com a mais antiga e mais feroz ditadura comunista de que o mundo teve notícia. Fará o diabo para cozinhar o nada até 2020, na campanha para a reeleição. Quanto ao tirano tarado da Coreia do Norte, dizer o quê? Hoje, ele é um pária internacional. Trata-se do país mais isolado do mundo. É preciso que fique claro que estamos falando de um regime que estimula a deificação de líderes que formaram uma dinastia: Kim Il-sung, Kim Jong-il e Kim Jong-un. Do avô para o neto. Impressionante. Não! O dito acordo não cita nem remotamente a questão dos direitos humanos. Nem Trump nem o tarado norte-coreano se importam com isso.
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