Alckmin terá de ser também candidato do governo se quer mesmo a faixa

Publicada: 09/12/2017 - 7:27


O bom observador já andou a perceber nas ruas que há mais otimismo com a economia e com o futuro. Os institutos de pesquisa ainda não captaram essa mudança de humor. Vá a qualquer hora a uma dessas grandes lojas de material de construção que ficam abertas à noite. Ferve.

Os comerciantes atestam a volta dos consumidores. Os motoristas de táxi e aplicativos dizem que “as coisas estão melhorando”. Voltaram àqueles dias em que, dizem, o aplicativo não parava de tocar. O país voltou a gerar empregos.

A inflação fechará o ano fora da meta, sim, vale dizer: ficará abaixo do piso.

O governo Temer realizou a reforma trabalhista, criou o teto de gastos, reestruturou o setor elétrico, atuou de forma decidida na economia — de sorte que temos os juros nominais mais baixos da história recente e juros reais num patamar ainda alto, mas aceitável — e pretende votar a reforma da Previdência.

Caso consiga, haverá uma onda de otimismo com a economia brasileira que trará muitos frutos positivos, especialmente para os mais pobres.

A verdade é que a recuperação em curso da economia surpreendeu também os tucanos. Há menos de dois meses, alguns deles já faziam especulações sobre um suposto futuro sem Temer… Em pouco tempo, o troço passou para o território do ridículo.

E agora é Temer — sim, ainda impopular, segundo o Datafolha — quem pode escolher se fica com os tucanos ou articula uma candidatura do governo.

Na convenção tucana deste sábado, ao se sagrar presidente do PSDB, Alckmin há de se lembrar que Temer poderá, sim, fazer fazer escolhas em vez de ser apenas o escolhido ou o rejeitado.

Não sei se o tucano será ou não bem-sucedido no pleito. Uma coisa é certa: para que possa sonhar com a faixa, uma das precondições é ser TAMBÉM o candidato do governo. Ou o governo terá candidato.

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