Bolsominions não aceitam versão “gourmet” de Bolsonaro; exigem que estrelas do MasterChef sejam investigadas; Paola é suspeita de atentado

Publicada: 10/08/2018 - 16:48


Paola Carosella é flagrada mexendo em plantas estranhas. Investigação já!

Teve início uma severa investigação nas hostes bolsonaristas. Quem comanda os trabalhos é o intelectual da família, Eduardo Bolsonaro. É um pensador agudo. Se você se distrair, ele cita Ludwig von Mises e destrói o marxismo com um sopro, antes que você tenha tempo de balbuciar que tudo o que é sólido se desmancha no ar. Ou diante de um fuzil. Depende da resistência do vivente. E qual é a questão?

Os bolsominions, a nova vanguarda do pensamento nativista, intelectuais que fizeram uma releitura principiológica da “Escola da Anta”, de sólida tradição modernista, têm razoes para desconfiar de que o Jair Bolsonaro que participou do debate da Band era “fake”. Tratar-se-ia de um robô, em sentido estrito, criado pela conspiração comunista internacional para descaracterizar o mito.

Mas o verdadeiro conseguiu driblar as artimanhas do Foro de São Paulo e da URSAL — a União das Repúblicas Socialistas da América Latina — e participar do debate. Encarnou no Cabo Daciolo, que passou a ser, em linguagem técnica, o “cavalo” da noite. Aquele que se parecia com o mito, que tinha a cara do mito, o ciciar do mito, o olhar profundo e perscrutador do mito, bem, aquele era só a versão Nutella.

O próprio Eduardo não reconheceu o pai que lhe deu tantos ensinamentos desde o primeiro couro.

Nesse instante, o Bolsonaro que estava no estúdio da Band está sendo submetido pelo general Hamilton Mourão a um interrogatório que a “versão raiz” definiria como “enérgico”. Faltou àquele que debateu o pensamento sempre coerente, lógico e racional que o leva, por exemplo, a dizer que “suicídios acontecem”, referindo-se à morte por enforcamento de Vladimir Herzog, deixando claro que seu livro de cabeceira é “Verdade Sufocada”… O verdadeiro Bolsonaro é polissêmico. Opera na conotação e na denotação, depois de ter ficado famoso por ameaçar com a detonação, episódio que está na raiz de sua migração para a política.

O que acendeu a luz verde (nunca a vermelha!) para o interrogatório foi o questionamento que o verdadeiro Bolsonaro fez a Ciro sobre a URSAL. Passado o primeiro momento de susto do cearense nascido em Pindamonhangaba, esperava-se que o suposto Bolsonaro fosse em socorro de Cabo Daciolo, formando a frente das duas únicas pessoas que efetivamente reconhecem o Deus Vivo. Ou morto caso não se comporte. Mas não!

Como o debate se deu na Band, os “bolsominions” exigem ainda o interrogatório, na modalidade “severo”, de Henrique Fogaça, Erick Jacquin e Paola Carosella, as estrelas do MasterChef. Os valentes têm a certeza de que seu líder foi vítima de uma abdução nos bastidores do debate, que levou à sua “gourmetização”.

Um deles resumiu a preocupação do grupo: “Daqui a pouco, vão querer oferecer espuma de Bolsonaro com broto de alfafa e cardamomo”.

As maiores suspeitas de atentado recaem sobre Paola. Afinal, uma mulher. Sabem como é…

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