Doria lidera para governo, mas avaliação de gestão é pior que a de Haddad; na cidade, 66% o censuram por saída; 49% o rejeitam

Publicada: 16/04/2018 - 9:41


A pesquisa Datafolha indica números dramáticos para João Doria (PSDB), candidato do PSDB ao governo do Estado. Embora ele lidere as intenções de voto, com 29%, seguido por Paulo Skaf (PMDB), com 20%, há outros dados no levantamento que podem ser arrasadores se a campanha não os enfrentar a contento. Mas a largada é péssima.

A pior antipropaganda está na cidade que ele administrou por apenas um ano e três meses: nada menos de 66% rejeitam sua decisão de abandonar a Prefeitura. Só 28% dizem que ele agiu bem. Na capital, Skaf o supera nas intenções de voto por 24% a 30%. Seu desempenho melhora no interior, liderando no confronto com o peemedebista por 38% a 27%. Na cidade, dizem que não votariam nele espantosos 49%.

A avaliação de sua gestão também chega ao ponto mais baixo: só 18% consideram que foi ótima ou boa; para 47%, foi ruim ou péssima, e 34% a consideram regular.

Doria, com esses números, consegue ser mais mal avaliado do que o petista Fernando Haddad em período semelhante.

Em julho de 2014, depois de um ano e meio de gestão, 17% consideravam a gestão petista ótima ou boa; pra 36%, era ruim ou péssima, e 44% a viam como regular.

O governador Márcio França (PSB), conhecido por apenas 9% dos eleitores, marca 8% — um índice até razoável quando se considera que é quase desconhecido. Luiz Marino, do PT, também com pouca penetração no interior, conta com 7%. Esse número cresce porque, a despeito das dificuldades da legenda, seu eleitorado é maior.

O número de brancos e nulos ainda é muito alto: 26%. E dizem não saber 5%.

Vamos ver: a chance de que Doria tenha feito uma escolha desastrada é gigantesca. Seu alvo, por enquanto, tem sido Márcio França, a quem chama de “Márcio Cuba”. A questão é saber se essa retórica beligerante combina com a impressão que deixou no eleitorado da cidade que administrou.

Ah, sim: com esses números, convém arquivar de vez a ambição nunca abandonada de eventualmente substituir Geraldo Alckmin como candidato do PSDB à Presidência.

Ainda volto ao tema.

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