“Huck, pior do que está não fica”. Não rima nem é a solução, mas o sentido é o mesmo: um é palhaço profissional; o outro, ‘clown’

Publicada: 09/02/2018 - 7:57


Luciano Huck, acima, quer a Presidência porque “pior do que está não fica”

Há uma curiosa similaridade entre o lema “Vote em Tiririca; pior do que está não fica” e a postulação de Luciano Huck. Ora, qual é ambiente em que se apresenta o nome do apresentador? Justamente o da falência da política e das soluções consideradas tradicionais. O colapso do mundo conhecido, provocado pela Lava Jato, faria com que os eleitores passassem a flertar com respostas heterodoxas, exóticas, exógenas. Pede-se, assim, à não-política que corrija os desvios da política, o que é, por si, um contrassenso, um paradoxo mesmo.

Tiririca, por acaso, era outra coisa?  O texto subliminar à postulação de Huck é justamente este: “Pior do que esta não fica”. Uma eventual candidatura como a sua só faz sentido se o eleitor considerar que não há resposta possível no campo da política. Logo, que seja Huck… Com certeza, supõe-se, ele não vai piorar o que aí está… Quem sabe tenha até uma solução mágica, não é?

Logo, conclui-se, “pior do que está não fica”.

Huck é o Tiririca de FHC. O que se fez deputado era um palhaço profissional. O apresentador, para honrar as companhias, deve ser chamado de “clown”.

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