Manifesto assinado por FHC prega união do centro por agenda reformista

Publicada: 17/05/2018 - 15:46


A indefinição das próximas eleições legislativas e presidenciais tornam os dias perigosos, como já tratei mais cedo. Leia agora o que vai no Estadão:

Em uma tentativa de evitar a fragmentação dos partidos do “centro” na eleição presidencial, lideranças de PSDB, DEM, MDB e PTB uniram esforços para articular um palanque único na disputa. O movimento conta com a chancela do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

FHC, o chanceler Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) e o deputado Marcus Pestana (MG), secretário-geral do PSDB, são os primeiros signatários do manifesto intitulado “Por um polo democrático e reformista”, que será lançado em um evento na última semana de maio. O documento defende uma “urgente unidade política nas eleições”.

O projeto surgiu na semana passada, em um jantar na casa do deputado Heráclito Fortes (DEM-PI), em Brasília. Também participaram do encontro o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann (PPS-PE), o ex-ministro da Educação Mendonça Filho (DEM-PE) e os deputados Jarbas Vasconcelos (MDB-PE), Danilo Forte (PSDB-CE), José Carlos Aleluia (DEM-BA), Benito Gama (PTB-BA), além de Pestana.

O movimento surge no momento que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tenta formar um bloco partidário para isolar uma possível aliança eleitoral entre o Palácio do Planalto e o ex-governador Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à Presidência da República.

A maioria do grupo entende que Alckmin é, hoje, o nome com mais condições de liderar o bloco, apesar de patinar nas pesquisas de intenção de voto. A cabeça da chapa, porém, não será discutida em um primeiro momento.

“Depois do lançamento, vamos buscar em junho bilateralmente cada um dos candidatos. Esse campo vai dos liberais, como João Amoedo (Novo) e Flávio Rocha (PRB), passa por Paulo Rabelo de Castro (PSC), Rodrigo (Maia), Alckmin e Alvaro Dias (Podemos) – e, no limite, vai até a Marina Silva (Rede)”, disse Pestana.

O manifesto, que foi obtido pelo Estado, afirma que essa eleição será a mais “complexa e indecifrável” desde a redemocratização. O texto alerta, sem citar nomes, para o risco de uma disputa polarizada entre um candidato de esquerda e o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que lidera as pesquisas de intenção de voto no cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (…)

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