Fim do golpe! Cunha diz que Joesley mente e discutiu impeachment de Dilma com Lula

Diz o deputado: “"É estranho que, mesmo atacando o governo, ele ainda seja o maior beneficiário de medidas [...] tais como a MP 783 do Refis", escreveu. "Ele também é o grande beneficiário da MP 784, da leniência com o Banco Central e com a CVM, onde as suas falcatruas no mercado de capitais, as atuais e as passadas, poderão obter o perdão e ficarem impunes."

Publicada: 19/06/2017 - 16:47


Os golpistas do Ministério Público Federal, da imprensa e do mercado da especulação devem estar inconsoláveis. No modelo imaginado, Eduardo Cunha faria uma delação premiada e daria o empurrão que imaginavam final em Michel Temer. O tiro está saindo pela culatra

 

Em nota redigida nesta segunda, no complexo penal em que está preso, escreve o ex-deputado:
“Ele [Joesley] fala que só encontrou o ex-presidente Lula por duas vezes, em 2006 e 2013. Mentira! Ele apenas se esqueceu que promoveu um encontro que durou horas, no dia 26 de março de 2016, Sábado de Aleluia, na sua residência […] entre eu, ele e Lula, a pedido de Lula, a fim de discutir o processo de impeachment […] onde pude constatar a relação entre eles e os constantes encontros que eles mantinham”, escreveu o peemedebista.
(…)
“É estranho que, mesmo atacando o governo, ele ainda seja o maior beneficiário de medidas […] tais como a MP 783 do Refis”, escreveu. “Ele também é o grande beneficiário da MP 784, da leniência com o Banco Central e com a CVM, onde as suas falcatruas no mercado de capitais, as atuais e as passadas, poderão obter o perdão e ficarem impunes.”
(…)
“[Joesley] mente para obter benefícios para os seus crimes, ficando livre da cadeia, obtendo uma leniência fiada, mas desfrutando dos seus bilionários bens a vista, tais como jatos, iate, cobertura em NY, mansão em St. Barts, além de bilhões de dólares no exterior, dentre outros.”

E Cunha reforça seu pedido de anulação da delação de Joesley.

Se essa delação não for anulada, diga-se, será um sinal evidente de, deixem-me ver, falta de vergonha na cara.

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