Trump, o Agente Laranja do liberalismo, é modelo de agentes vermelhos da periferia: Lula, Ciro, Manuela, Boulos, Zé Maria…

Publicada: 13/03/2018 - 5:22


Se você está algo confuso ainda sobre a figura patética de Donald Trump — aquele que quer armar as professorinhas pra que elas enfrentem os atiradores em escolas —, eu lhe proponho um exercício prático, a saber:
a – quais forças políticas, em Banânia, imporiam uma sobretaxa sobre algum produto ou matéria-prima importados, sob o pretexto de proteger empregos no Brasil? Vamos ver: PT, PDT (o de Ciro Gomes), PSOL, PSTU, PCO, PCdoB… E, é claro, os admiradores de chanchada de Trump aqui na pátria amada cairiam de pau nos esquerdistas, certo?

b – quais forças políticas, em Banânia, emitiriam o que aqui se conhece por decreto presidencial impedindo que uma empresa privada brasileira fosse comprada por uma empresa privada estrangeira? Vamos ver: PT, PDT (o de Ciro Gomes), PSOL, PSTU, PCO, PCdoB… E, é claro, os admiradores de chanchada de Trump aqui na pátria amada cairiam de pau nos esquerdistas, certo?

Vamos ver.

Na quinta-feira, dia 8, o presidente americano impôs uma taxa de 25% sobre a importação de aço e 10% sobre a de alumínio. E fim de conversa. Resta aos demais países, os que puderem ao menos, que façam o mesmo com os EUA e entre si. Os psicopatas que acham que a Organização Mundial do Comércio é um instrumento do globalismo apátrida, quem sabe comunista, podem se dar por satisfeitos…

Nesta segunda, o Agente Laranja da civilização baixou uma Ordem Presidencial proibindo a venda da Qualcomm — uma proibição até desnecessária porque a gigante já havia recusado uma oferta de US$ 117 bilhões feita pela Broadcom, sediada em Cingapura.

Já em campanha pela reeleição, o homem mandou ver: “A proposta de aquisição da Qualcomm pela compradora é proibida, e qualquer fusão ou aquisição substancialmente equivalente…está também proibida”. A alegação? A venda poria em risco a segurança dos EUA já que empresa de semicondutores desenvolve chips de tecnologia de quinta geração (5G), que permitirão velocidade maior na transmissão de dados sem fio.

Faço aqui um reparo: o Brasil, se querem saber, nem mesmo dispõe de instrumentos para atuar como Trump, que preside o país que deveria ser referência de modelo liberal. Por aqui, o governo pode impedir que a Boeing passe a controlar a Embraer porque o Estado dispõe de ações que lhe dão poder de veto. Não há como impedir negócio entre privados.

Como se nota, as afinidades de Trump com Vladimir Putin não ficam apenas nas franjas criminosas da Internet em período de campanha eleitoral. Destaque-se outro evento simbólico: Steve Bannon, o pistoleiro de extrema-direita que comandou a baixaria do candidato Trump na Internet e que chegou a assessorá-lo — foi demitido —, participou neste sábado de evento da Frente Nacional, partido de extrema-direita da França que tem sua história associada ao ultranacionalismo, à xenofobia, ao antissemitismo e delicadezas afins. Hoje, é comandado por Marine Le Pen, filha do fundador, Jean-Marie Le Pen. As raízes na Frente Nacional, por intermédio de um de seus fundadores, remontam à República de Vichy, o regime colaboracionista (colaboração com o nazismo) que vigorou em parte da França e que tem um histórico de violência e arbitrariedade de franceses contra franceses que deixou no chinelo as brutalidades dos súditos do “Führer”.

Trump, como eu suspeitava que fosse acontecer — e está acontecendo — atua como o grande agente de propaganda das esquerdas e nacionalismos bocós mundo afora.

Decisões como as tomadas nos últimos dias estimulam protecionismo, estatismo, intervencionismo — tudo aquilo, enfim, que milita contra a eficiência e que só serve para beneficiar os amigos do rei.

E se poderia perguntar — e responder: “Tudo isso pra quê?” Pra nada! A grandeza e o poderio dos EUA se fizeram na contramão das medidas adotadas pelo celerado. E o Brasil, igualmente, não chegará a lugar nenhum com uma economia fechada e submetida aos ditames do governo. Mas Trump, que é um dinossauro disfarçado de amigo do mercado, está a estimular dinossauros mundo afora.

Mas continua a ser tomado como referência por alguns que, no Brasil, se dizem liberais.

Trump é hoje colega de Dilma, de Lula, de Ciro, do Guilherme Boulos, do Rui Pimenta, do Zé Maria.

Trump é hoje um bom camarada

O Agente Laranja virou um agente dos vermelhos da periferia.

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