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BATTISTI 8: Tarso atuou como um revisor do Judiciário da Itália e inventou que país não era democrático quando terrorista foi condenado

Publicada: 14/01/2019 - 6:00


Tarso Genro resolveu se comportar como revisor do sistema judicial italiano, apontando supostas falhas no processo que condenou Cesare Battisti. Não parou por aí. Pôs em dúvida a capacidade daquele país de resguardar a segurança do terrorista caso fosse extraditado; afirmou, com todas as letras, que este havia sido vítima de um julgamento que teria se dado sob a égide de um Estado de exceção — ou seja, a Itália não seria uma democracia quando ele foi condenado, o que é uma mentira torpe; acusou aquele país de ignorar o caráter político dos crimes de Battisti — já que este fora condenado como criminoso comum pelo assassinato de quatro pessoas; acusou o pedido de extradição de ser uma interferência na soberania que têm os governos de conceder ou não refúgio, argumento que foi rebatido pelo Conare. Para o conselho, tratava-se do “direito legítimo de qualquer Estado que pretende ver cumpridas as suas decisões, como o faz da mesma maneira o governo brasileiro, sem que se caracterize constrangimento à soberania de outros país”. Tudo inútil. A questão foi parar no Supremo. Pois é…
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