BOLSONARO E A VIOLÊNCIA 1: Candidato diz dispensar voto ou aproximação daqueles que praticam violência contra quem não vota nele

Publicada: 11/10/2018 - 6:17


Escreveu o presidenciável Jair Bolsonaro em sua conta no Twitter:
“Dispensamos voto e qualquer aproximação de quem pratica violência contra eleitores que não votam em mim. A este tipo de gente peço que vote nulo ou na oposição por coerência, e que as autoridades tomem as medidas cabíveis, assim como contra caluniadores que tentam nos prejudicar”.

Foi a manifestação mais clara do candidato contra atos violentos praticados por eleitores seus.  É uma postura melhor do que a adotada na noite de terça-feira, quando indagado por jornalistas sobre a morte do mestre de capoeira Romualdo Rosário da Costa, 63, conhecido como Moa do Katendê. Ele foi assassinado com 12 facadas depois de discutir com um eleitor de Bolsonaro, que manifestou inconformismo com o fato de que Moa fosse eleitor de Fernando Haddad, do PT.

Afirmou então:
“Será que a pergunta não tem que ser invertida, não? Quem levou a facada fui eu. É um cara lá que tem uma camisa minha, comete um excesso, o que eu tenho a ver com isso? Eu lamento, peço que o pessoal não pratique isso, mas eu não tenho o controle”.

Não era uma resposta digna de quem está, segundo as pesquisas, muito perto de chegar à Presidência da República. No Paraná, um estudante foi agredido a garrafadas porque usava um boné do MST.

Pouco depois de dispensar o voto de quem “pratica violência”, Bolsonaro deu uma amenizada na própria fala, buscando o lugar da vítima:
“Há também um movimento orquestrado, forjando agressões para prejudicar nossa campanha, nos ligando a nazismo, que, assim como o comunismo, repudiamos completamente. Trata-se de mais uma das tantas mentiras que espalham ao meu respeito. Admiramos e respeitamos Israel e seu povo”.
Continua aqui

Recomendado para você